quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Renato Prieto


RENATO  PRIETO
Em
ALÉM  PARAÍBA

O

dia 27 de julho deste ano de 2011 foi um marco na história do movimento espírita desta cidade pela encenação do evento teatral A MORTE É UMA PIADA”.
A alma do espetáculo foi Renato Prieto, que viveu o papel de André Luiz no filme “Nosso Lar”.  O ator apresentou-se no palco do Cine Brasil acompanhado de duas atrizes – Silvia D’Silva e Rosana Penna – para divertir o público que lotou, literalmente, o enorme espaço da sala.  Eles falaram da morte de uma forma bem-humorada, contando piadas e citando frases de autores conhecidos.  As falas, evocando situações divertidíssimas, são de elevado padrão ético e em perfeita sintonia com as dimensões espirituais superiores.  No recheio da exposição, para o deleite dos mais exigentes, interpretaram muitas composições musicais de apurado bom gosto e que são verdadeiros sucessos já consagrados, em ritmos variados.
Sob um jogo de luzes multicoloridas, que lhe emprestava um brilho especial à performance, o trio agradou a multidão formada de adultos e adolescentes.  As pessoas vibravam com palmas e mais palmas, em curtos intervalos, reconhecendo o talento dos artistas e a qualidade dos textos vividos.
Na tela foram exibidas filmagens de Chico Xavier e Divaldo Franco em seus admiráveis testemunhos da beleza e do sagrado conteúdo da literatura espírita.
Foram momentos felizes numa noite mágica, vividos por todos nós que concordamos com a Doutrina dos Espíritos:  a morte não existe, por isto é uma piada.
RENATO PRIETO ofereceu-se para voltar a esta cidade em outubro, durante as realizações do Mês Espírita.  Vamos aguardar com alguma ansiedade.  À saída, ator e atrizes postaram-se de forma simpática para receber os merecidos cumprimentos dos que assistiram ao belíssimo evento.

Na introdução, Alexandre Barbosa1 – a quem coube a iniciativa da encenação – distribuiu diversos brindes, sorteados entre os presentes na plateia.  E informou que a montagem do espetáculo foi uma feliz realização do Programa Mensagem Espírita2 com o apoio de:
·      Prefeitura Municipal de Além Paraíba.
·      Alpa Hotel.
·      Porto Grill Churrascaria.
·      AME-AP e Todas as Casas Espíritas da Região.

Cleber Dutra,  Além Paraíba-MG, 09 de agosto de 2011.

1 – Coordenador de Mensagem Espírita – site programamsgespirita.blogspot.com

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Peixinho Vermelho


O  Peixinho  Vermelho

E

mmanuel, o benfeitor espiritual de Chico Xavier, escreveu como prefácio do livro Libertação, de André Luiz, a linda história do Peixinho Vermelho, aqui comentada.

Uma antiga lenda egípcia diz que havia um lago habitado por muitos peixes.  Um deles era magrinho e passava o dia nadando de um lugar para outro em busca de alguma larva para alimentar-se.  Quase nada encontrava, porque os outros peixes, maiores, comiam tudo.  Por causa disso, estava sempre com fome.

Certo dia encontrou a grade por onde escoava a água do lago e pensou:  “Que haverá do outro lado dessa grade?”  A curiosidade o incentivou a investigar.  “Não sou feliz neste lugar, quem sabe encontrarei a paz e a felicidade do outro lado?!...”   Mesmo sendo muito magro, passou com dificuldade pela abertura, perdendo algumas escamas.  Levado por diferentes cursos d’água, atingiu um grande rio e dali chegou ao mar.  Conheceu lugares diferentes  e fez muitos amigos,  que lhe mostravam  as novidades e o aconselhavam como escapar dos perigos do novo mundo que se abria para ele.

Assim, chegou a um paraíso, um palácio de coral com águas tépidas e cristalinas profundamente agradáveis.  As maravilhas o surpreendiam:  um imenso jardim cheio de algas de várias cores, alimentação farta e habitantes simpáticos que o cercavam de cuidados. 
Em sua felicidade, pensou nos antigos companheiros que ficaram isolados nas águas turvas do lago.  Resolveu voltar e convidá-los para morar naquele palácio.  Chegou ao rio, dali para um regato e deste para a grade.  Encarou a estreita abertura e se aproximou dos peixes.  Por mais que tentasse, ninguém queria ouvi-lo.  O recurso foi pedir ao rei dos peixes que convocasse a assembléia, onde ele poderia descrever a nova realidade.  Com os antigos irmãos reunidos, falou de sua felicidade e de tudo que conheceu em sua viagem para o imenso oceano.   Convidou-os a fazer  o mesmo, pois seriam igualmente muito felizes.  Mas, havia uma condição:  teriam que emagrecer para passar pela grade.  Como resposta, ouviu uma estrondosa gargalhada.  Chamaram-no de louco.  Não acreditaram em nada que ele dizia.  Usaram de sarcasmo para aumentar-lhe ainda mais o desapontamento.  E cada um, cego pela ignorância e a tendência pelo que é fútil, voltou ao seu repouso enganador, levado pelo egoísmo de acumular o que pudesse, engordando no ócio aviltante.

Triste, por não ser compreendido, o Peixinho Vermelho retornou ao seu palácio de coral, onde foi feliz para sempre.  Depois de algum tempo, houve uma grande seca na região de sua antiga morada.  O lago secou e os peixes morreram na lama fétida.

Para Emmanuel, André Luiz é o peixinho que conheceu as maravilhas de Nosso Lar.  Preocupado com os irmãos que ficaram na retaguarda, voltou para dar notícias do mundo espiritual, onde todos podem ser felizes.  Mas, ninguém quer ouvi-lo, muito menos “emagrecer”.   Não estão dispostos a nenhuma dieta moralizante.   Os encarnados preferem não acreditar na existência das esferas espirituais.  Agrada-lhes viver de sua arrogância, ignorando a realidade que os espera.  Estão iludidos no ócio milenar, engordando nos vícios acalentados pelo egoísmo ou inflados pela vaidade de transitórias realizações terrenas.  Um dia, serão compelidos a deixar as obscuras paisagens terrenas e sofrer a amargura por ter desperdiçado o tempo em coisas inúteis.

Um Caminheiro
Além Paraíba, 21 de maio de 2010.