
Zilda
Gama
Z
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ilda Klörs Gama foi uma das mais celebradas médiuns do Brasil. Filha do escrivão de paz, Augusto Cristiano da Gama e de Elisa Emília Klörs Gama, nasceu em 11 de
março de 1878, em Três
Ilhas , Município de Juiz de Fora (MG), e desencarnou aos 10
de janeiro de 1969, no Rio de Janeiro (RJ).
Ela viveu por quase 91 anos, tornando-se paradigma para todos os que
encaram a mediunidade como sacerdócio lídimo e autêntico. Em 1959, após sofrer derrame cerebral, viveu
numa cadeira de rodas, assistida pelo sobrinho Mário Ângelo de Pinho, que lhe
fazia companhia. Não obstante as grandes
lutas morais que teve que sustentar, Zilda Gama se constituiu na orientadora de
muitas criaturas. É o que pretendemos
demonstrar nesse breve relato.
Incontestavelmente, os grandes
medianeiros que têm servido de ponte entre os mundos material e espiritual no
trabalho meritório de descortinar novos horizontes para a conturbada humanidade
terrena foram missionários, podendo-se mesmo afiançar que, na constelação dos médiuns
que brilharam na Terra, prodigalizando aos homens novos conhecimentos e
preparando o terreno para a implantação da verdade, Zilda Gama brilhou de modo
fulgurante, cabendo-lhe uma posição das mais proeminentes. Alma de escol, dedicou toda sua longa existência
ao propósito de difundir no Brasil a consoladora Doutrina dos Espíritos.
Zilda no magistério
Em Além Paraíba (MG), um portão
de entrada para o território mineiro, Zilda foi professora primária e diretora
de escolas. Dirigiu o então Grupo Escolar Salles Marques, no bairro
de Porto Novo, e também o antigo Grupo
Escolar Coronel Castelo Branco, no bairro de Ilha Recreio. Em 1929 teria transferido residência para
Belo Horizonte (MG), ocasião em que obteve o primeiro lugar em concurso
aulas-modelos promovido pela Secretaria de Educação de Minas Gerais. Acreditamos que já residia nesta cidade quando,
ainda jovem, com apenas 24 anos, ficou órfã dos pais, tendo que assumir a
direção da casa, cuidando de cinco irmãos menores e posteriormente de outros
cinco sobrinhos órfãos.
Zilda nos congressos
No ano de 1927
tomou parte no I Congresso de Instrução Primária de Minas Gerais (possivelmente
em BH), como membro permanente. Em 1931
veio o Congresso Feminino, quando o Brasil viveu intenso movimento em prol dos
direitos da mulher. Zilda Gama foi
autora da tese sobre o voto feminino no importante evento. Essa tese foi aprovada oficialmente e influiu
na Constituição de 1932, quando a mulher teve reconhecido o seu direito de
votar. No dia 3 de maio
de 1933, graças à influência benéfica da médium, as mulheres brasileiras
votaram pela primeira vez, ajudando a eleger os deputados para a Assembleia Nacional Constituinte,
durante a Era Vargas. No ano seguinte,
aqueles deputados elegeram Getúlio para Presidente da República.
Zilda na literatura
A professora mineira, que quebrou
a exclusividade masculina em questões de direitos civis, exerceu o jornalismo
profissional, escrevendo contos e poesias para vários jornais de Juiz de Fora e
Ouro Preto, São Paulo e Rio de Janeiro. Destacou-se no "Jornal do Brasil",
"Gazeta de Notícias" e na "Revista da Semana", todos da
antiga capital federal. Didata por
excelência, organizou os seguintes livros:
"O Livro das Crianças", "Os Garotinhos", "O
Manual das Professoras" e "O Pensamento".
Zilda na mediunidade
Ainda jovem, a médium começou a
perceber a presença dos Espíritos. Recebeu
mediunicamente mensagens de seu pai e de sua irmã, já desencarnados, que a
aconselhavam e a consolavam nos momentos de provações difíceis pelos quais
estava passando.
Em 1912, vivendo em Além Paraíba
(MG), sem ter qualquer conhecimento da Doutrina
Espírita, recebeu interessante mensagem assinada por Allan Kardec com o seguinte teor:
“Sobre a tua fronte
está suspenso um raio luminoso que te guiará através de todas as dificuldades,
de todos os obstáculos, e será a tua glória ou tua condenação, conforme o
desempenho que deres aos teus encargos psíquicos. Cinge-te de coragem, sem desfalecimento e sem
deslizes, em todos os teus deveres sociais e divinos e conseguirás ser
triunfante” 1.
Após essa manifestação, o Codificador
propiciou-lhe outros ensinamentos, os quais foram impressos no livro
"Diário dos Invisíveis", publicado em 1929. Nessa mesma cidade mineira foi alvo de novos
contatos com Espíritos superiores. Corria
o ano de 1916. Os Benfeitores informaram-lhe
que passaria a psicografar uma novela, fato que a deixou bastante perplexa. O Espírito Victor Hugo passou, então, a
escrever por seu intermédio. Dentro de
pouco tempo, a primeira obra "Na Sombra e na Luz" estava completa. Posteriormente, sob a tutela do mesmo
Espírito, vieram os livros "Do Calvário ao Infinito",
"Redenção", "Dor Suprema" e "Almas Crucificadas",
todas publicadas pela FEB. Mereceu,
também de Victor Hugo, outras obras:
"Solar de Apolo" e "Na Seara Bendita". Pela sua mediunidade os leitores ainda
ganharam as seguintes publicações, cujos autores desconhecemos: "Na
Cruzada do Mestre" e "Elegias Douradas".
Os livros mediúnicos da mineira
juizforana fizeram época na literatura espírita, além de terem o mérito de
suavizar muitas dores e estancar muitas lágrimas. Zilda Gama foi a pioneira, no Brasil, a
receber tão vasta literatura do mundo espiritual, precedendo ao médium do
século – Chico Xavier.
Zilda, benfeitora espiritual
O Centro Espírita Zilda Gama,
localizado no Clube dos Duzentos, no Distrito de Jamapará, Município de
Sapucaia (RJ), elegeu essa luminosa alma à condição de sua benfeitora espiritual.
A médium Augusta Gama
Augusta Gama
Sahione, irmã de Zilda, viveu nesta
cidade de Além Paraíba, no elegante bairro de Porto Novo. Era casada com Taufick Sahione, um cirurgião-dentista
de origem libanesa. Desencarnou em idade
bem avançada e, enquanto teve um sopro de vida, exerceu a mediunidade como
Jesus recomendou: “Daí de graça o que de
graça recebestes” (Mateus, 10:8). Alma
caridosa, simplicidade em tudo o que fazia, bondade nas palavras e nas ações, atendia
aos enfermos do corpo e da alma como médium receitista. No atendimento aos necessitados de consolo
espiritual e de esclarecimento sobre a arte de viver bem e em paz com todos, Dona Augusta usava as suas faculdades de
psicografia e psicofonia, pelas quais os bons Espíritos se comunicavam,
falando-lhes da imensa misericórdia de Deus.
Pesquisa realizada por
Cleber Dutra –
Além Paraíba-MG
1. Pioneiros de uma Nova Era, livro de Antônio de Souza
Lucena.
Outras fontes
consultadas:
·
Reformador (março de 1978, pág. 92)
·
Google
PÁTRIA?
Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011 13:50
O Onipotente, quando houve por bem
elaborar o Cosmos, criando miríades de sóis e de planetas, fez as diversas
mansões dos Espíritos e nenhum tem pátria fixa. Não lhes pertence nem um pugilo de pó, nem um
fragmento de pedra, nem mesmo a que lhes cobre os despojos funéreos, que se
transformam em larvas asquerosas e em vegetais que florescem e aromatizam o
ambiente. O Universo, o Infinito, eis a
Pátria de todos nós!
Livro: Na Sombra e na Luz
Quem souber informações a respeito de FOTOS
e FATOS da vida e obra de ZILDA GAMA favor entrar em contato com Sandra Maria (sandramaria1962@bol.com.br). Artigos e poesias (publicados ou não em
jornais da época), texto da tese apresentada no Congresso Feminino de 1927 etc.
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